...
Acredito que o verbo mais utilizado pelo professor seja “esperar”. Espera-se que haja o desenvolvimento de inúmeras habilidades e competências. Espera-se que as atividades pensadas e criadas atinjam os nossos objetivos. Espera-se que os alunos leiam e entendam as linhas e as entrelinhas. Espera-se que cada aluno tenha vibração e entusiasmo em cada conceito aprendido. Há muitas esperas e, algumas vezes a espera é longa.
Hoje, esperávamos que a maioria dos alunos se sentissem motivados a ficar mais um tempo na escola e resolvessem os desafios. Esperávamos também que se dedicassem e não desistissem na primeira leitura e tentativa. Esperávamos algumas reclamações sobre a escolha do dia, do tipo de questões, do tempo para resolver e até pelo calor.
Mas, o que aconteceu foi além de nossa expectativa. Alunos se organizando rapidamente, esforçando-se, escrevendo, apagando, lendo novamente, trocando idéias, buscando conceitos, fórmulas, formas de resolver.
Hoje, vimos alunos competindo no mundo do conhecimento acumulado e incorporado, no mundo em que a lógica separa o que é necessário do que não é coerente. Hoje os alunos se envolveram na camisa e no espírito Giusto do “eu sou capaz”, do “eu posso”, espírito este que pairava nos grupos que se estiraram na quadra, que buscaram espaços no pátio, no corredor, na biblioteca.
Hoje, o pensamento de Jacob Riis ecoou: "Quando nada parece ajudar, eu vou e olho o cortador de pedras martelando sua rocha talvez cem vezes, sem que nenhuma só rachadura apareça. No entanto, na centésima primeira martelada, a pedra se abre em duas, e eu sei que não foi aquela a que conseguiu, mas todas as que vieram antes".
Sim, há esperas. Talvez não a de uma centena de vezes que acreditamos que só a educação muda, transforma e liberta; não a de uma centena de vezes que insistimos que o aluno se esforce, estude, valorize cada minuto de aprendizagem, não a de uma centena de vezes que temos a certeza que um dia fizemos a diferença na vida de cada um deles.
Sueli
04/11/11
Nenhum comentário:
Postar um comentário